A Mineração Taboca considera a saúde e a segurança operacional partes indissociáveis de sua rotina corporativa. Os resultados dessa filosofia são evidenciados em dados históricos: a taxa de frequência de acidentes da companhia despencou de 7,32, em 2014, para uma média de 1,12 nos últimos cinco anos. Uma redução expressiva de 85% no período de uma década. Em 2025, a empresa encerrou o ano com o índice de 1,10, superando a referência global de 2,29 estipulada pelo International Council on Mining and Metals (ICMM).
A sustentação desses patamares é viabilizada pelo envolvimento direto da alta administração e de sua controladora nas rotinas industriais. A governança da Taboca conta com o Comitê Executivo de Saúde e Segurança, órgão estatutário que se reporta de forma direta ao Conselho de Administração da empresa. Essa visão humanizada é sintetizada por José Flávio Alves, vice-presidente executivo da Mineração Taboca: “Processos, tecnologia, sistemas e legislação são fundamentais, mas são as pessoas que dão sentido a tudo que fazemos. Quando cuidamos genuinamente das pessoas, a segurança deixa de ser uma meta, uma obrigação e se torna parte da nossa cultura”.
Na operação, o engajamento acontece por meio de canais ativos de comunicação com as equipes, que resultaram em mais de 18 mil participações em diálogos de segurança em 2025 e cerca de 4,8 mil relatos voluntários no programa SafeStart, com histórias reais de comportamentos de risco ou quase acidentes utilizadas como aprendizado coletivo. Também é assegurado aos empregados próprios e terceirizado o Direito de Fazer Seguro (DFS), dando-lhes a prerrogativa de interromper qualquer atividade diante de um risco grave e iminente.

As boas práticas associadas ao uso do direito de recusa são reconhecidas pelo Comitê de Cultura de Saúde e Segurança, reforçando que as metas de produtividade jamais se sobrepõem à integridade física do time. Para mitigar os fatores humanos de desgaste, como o estresse e a fadiga em turnos contínuos, a empresa promove o programa “Boas-Vindas”, com ciclos dedicados à indução e reintegração à rotina, tanto na planta metalúrgica em Pirapora (SP) quanto na mina em Pitinga (AM).
Cobertura digital
A capacitação é tratada como processo estratégico contínuo na empresa. Somente em 2025, a organização totalizou mais de 92 mil horas de treinamento em Saúde e Segurança, somando 8.289 participações individuais. Todo o fluxo educacional é personalizado para atender a 16 gerências com o suporte digital da plataforma Taboca ON. Sempre que um layout da mina ou um processo precisa ser alterado, a empresa realiza uma reavaliação de perigos baseada no ciclo PDCA, método iterativo de gestão focado na melhoria contínua. Em caso de falhas executivas, aplica-se uma rigorosa investigação da causa raiz com auditorias técnicas independentes. No campo da inovação, a geotecnia dispõe de instrumentação automatizada e vigilância 24/7 sobre as estruturas de barragens.
A telemetria avançada cobre cerca de 75% da frota da empresa, englobando escavadeiras e caminhões. O sistema rastreia em tempo real a localização, as rotas e as condições operacionais dos veículos, facilitando o diagnóstico rápido de desvios. Na área de TI, o foco reside na resiliência cibernética. A infraestrutura adota arquitetura de alta disponibilidade e recuperação de desastres (HA/DR). A cibersegurança opera em camadas com firewalls redundantes, proteção avançada para servidores (EDR) e monitoramento ininterrupto por um SOC (Centro de Operações de Segurança). As redes operacionais (OT) de equipamentos críticos funcionam segregadas e isoladas da internet, impedindo ataques externos que possam comprometer os sistemas de monitoramento da mina.
Novas plantas
A governança corporativa da Taboca se estende à gestão de seus ativos e ao relacionamento transparente com a sociedade civil. O PAEBM (Plano de Ação de Emergência para Barragens de Mineração) detalha rotas de fuga, pontos de encontro e Zonas de Autossalvamento, validados em simulados periódicos com as comunidades do entorno e com a Defesa Civil. Para neutralizar ameaças externas, como o garimpo ilegal de minério, a companhia mantém uma cadeia produtiva verticalizada e integrada. Os volumes extraídos, beneficiados e fundidos passam por um controle de rastreabilidade rigoroso através de relatórios formais entregues aos órgãos reguladores. A conciliação produtiva e os lotes de estanho gerados discriminam a origem legal de toda a produção da empresa.
Nas operações do Amazonas, nenhuma estrutura ativa foi construída pelo método de alteamento a montante, considerado de maior risco. As barragens existentes são de etapa única ou alteamento a jusante, classificadas com categoria de risco de baixa a média. No entanto, a Taboca avança rumo à eliminação das barragens como metodologia para disposição de rejeitos. Duas novas plantas estruturadas para a disposição em pasta entrarão em atividade no ano de 2026, uma em Pirapora e outra em Pitinga. O projeto assinala a migração definitiva da mineradora para métodos sustentáveis e secos de engenharia de rejeito.

Já a adaptação às mudanças climáticas é tratada como um elemento transversal na gestão dos ativos, considerando os impactos potenciais sobre drenagem, estabilidade geotécnica e comportamento hidrológico das estruturas, inclusive nos planos de fechamento de longo prazo. Do ponto de vista operacional é realizado o monitoramento contínuo das condições hidrológicas da região de Pitinga, cuja precipitação média anual varia entre 1.100 e 1.400 mm, concentrada entre outubro e março. Essas informações orientam o dimensionamento e a operação dos sistemas de drenagem e recirculação de água, além da operação da usina hidrelétrica própria da empresa, que respondeu por 82% da geração de energia da mina em 2025 e utiliza diesel como fonte complementar em períodos de estiagem.
Alinhada à legislação nacional e a referências internacionais como as certificações ISO 45001, ISO 9001 e ISO 31000, a Taboca mantém seu certificado de segurança em Pirapora sem desvios relevantes. O planejamento ambiental de longo prazo inclui o Plano de Fechamento da Mina de Pitinga, estruturado conforme a Resolução ANM nº 68/2021. O custo total estimado para o fechamento é de R$ 794,4 milhões, provisionado segundo as regras contábeis do IFRS e com revisão agendada para 2027.
Foto em destaque: Cultura de segurança é uniforme para funcionários diretos e indiretos (Mineração Taboca Divulgação)
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