A Nexa Resources encerrou o terceiro trimestre de 2026 (3T26) com receita líquida de US$ 937 milhões, crescimento de 23% em relação ao mesmo período de 2025 e de 3% na comparação com o trimestre anterior. O desempenho foi favorecido pela valorização do zinco no mercado internacional, pela maior contribuição dos subprodutos e pela recuperação das operações de fundição.
O EBITDA ajustado, indicador que mede o resultado operacional antes de juros, impostos, depreciação e amortização, alcançou US$ 301 milhões entre julho e setembro, avanço de 62% na comparação anual e de 5% em relação ao segundo trimestre. A margem EBITDA ajustada atingiu 32,1%, aumento de 7,7 pontos percentuais em um ano.
Apesar do crescimento da receita e da rentabilidade operacional, a mineradora registrou prejuízo líquido de US$ 47 milhões no período. O resultado foi impactado principalmente por ajustes contábeis sem efeito imediato sobre o caixa.
Ajustes lucro líquido
O prejuízo trimestral foi influenciado por uma perda contábil de US$ 124 milhões relacionada à avaliação dos ativos de fundição da companhia no Brasil, especialmente nas unidades de Juiz de Fora e Três Marias, em Minas Gerais.
Outro impacto foi um ajuste de US$ 51 milhões associado à remensuração de um contrato de fornecimento de prata, conhecido como silver streaming. Segundo a Nexa, os dois eventos não provocaram desembolso de caixa durante o trimestre.
Desconsiderando esses efeitos e outros ajustes aplicáveis, a companhia apresentou lucro líquido ajustado de US$ 144 milhões, equivalente a US$ 0,87 por ação.
No acumulado dos nove primeiros meses de 2026, o EBITDA ajustado somou US$ 869 milhões, crescimento de 84% em relação ao mesmo intervalo do ano anterior.
Geração de caixa
A Nexa também apresentou melhora nos indicadores de geração de caixa. Entre julho e setembro, o caixa líquido proveniente das atividades operacionais totalizou US$ 185 milhões, enquanto o fluxo de caixa livre alcançou US$ 73 milhões, ante US$ 19 milhões no segundo trimestre.
A evolução contribuiu para a redução da alavancagem financeira, medida pela relação entre dívida líquida e EBITDA ajustado dos últimos 12 meses. O indicador passou de 1,40 vez no segundo trimestre para 1,24 vez ao final de setembro. Um ano antes, estava em 2,21 vezes.
Ao término do trimestre, a companhia possuía US$ 415 milhões em caixa, equivalentes de caixa e aplicações financeiras. Considerando uma linha de crédito rotativo disponível de US$ 320 milhões, a liquidez total alcançava US$ 735 milhões.
Produção de zinco
Na mineração, a produção de zinco atingiu 85 mil toneladas no terceiro trimestre, crescimento de 7% frente aos três meses anteriores e de 1% na comparação anual.
Um dos principais destaques foi a mina de Aripuanã, em Mato Grosso, cuja utilização média da capacidade de processamento passou de 71% no segundo trimestre para 84% no terceiro, alcançando 90% em setembro.
A evolução ocorreu após a instalação de um quarto filtro de rejeitos, que ampliou a capacidade operacional da unidade.
Nas fundições, a produção de zinco metálico e óxido somou 159 mil toneladas, aumento de 28% em relação ao segundo trimestre e de 8% na comparação anual.
A recuperação da fundição de Cajamarquilla, no Peru, que retomou sua capacidade plena após um incêndio ocorrido em maio, contribuiu para o desempenho.
As vendas de zinco metálico e óxido totalizaram 146 mil toneladas, crescimento de 9% frente ao trimestre anterior, embora tenham apresentado queda de 2% em relação ao mesmo período de 2025.
Investimentos de US$ 420 milhões
Diante da evolução de seus projetos, a Nexa elevou em aproximadamente 10% sua previsão de investimentos para 2026, de US$ 381 milhões para US$ 420 milhões.
A revisão considera principalmente a aceleração do desenvolvimento da mina de Aripuanã, os investimentos no Projeto de Integração Cerro Pasco, no Peru, e os impactos da valorização do real sobre os custos das operações brasileiras.
No terceiro trimestre, os investimentos somaram US$ 111 milhões, aumento de 25% em relação ao trimestre anterior e de 24% na comparação anual.
Apesar da revisão do orçamento de capital, a companhia manteve suas projeções de produção de mineração e vendas das fundições para 2026.
Venda do controle para a Boliden avança
Os resultados foram divulgados em meio ao processo de mudança de controle acionário da Nexa Resources.
Em agosto, a Votorantim firmou um acordo para vender sua participação de 64,68% na mineradora para a sueca Boliden.
A conclusão da transação está prevista para o primeiro trimestre de 2027, condicionada às aprovações necessárias.
Até a finalização do negócio, a Nexa continuará operando de maneira independente, mantendo suas estratégias operacionais, prioridades de investimentos e compromissos corporativos.
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O post Receita da Nexa cresce 23% e chega a US$ 937 milhões no 3T26 apareceu primeiro em Revista Mineração.





