A Kinross Gold Corporation encerrou o segundo trimestre de 2026 (2T26) com produção global de 492.326 onças equivalentes de ouro, registrando forte desempenho financeiro impulsionado pela alta do preço do metal e pela disciplina na gestão de custos. A empresa também reafirmou suas metas para o ano e destacou o avanço de seu portfólio de projetos de crescimento.
No período, o custo de produção das vendas foi de US$ 1.352 por onça equivalente de ouro vendida, enquanto o custo atribuível ficou em US$ 1.336 por onça. Já o custo sustentável total atribuível (AISC) atingiu US$ 1.821 por onça equivalente de ouro vendida.
As margens da companhia cresceram 42% em relação ao 2T25, chegando a US$ 3.131 por onça equivalente de ouro vendida. O lucro líquido reportado foi de US$ 844,2 milhões, equivalente a US$ 0,71 por ação.
A receita trimestral totalizou US$ 2,238 bilhões, crescimento de 29% sobre os US$ 1,728 bilhão registrados no mesmo período do ano passado. Segundo a empresa, o avanço foi impulsionado principalmente pelo aumento do preço médio realizado do ouro. O fluxo de caixa operacional alcançou US$ 1,145 bilhão, enquanto o fluxo de caixa livre atribuível somou US$ 726,8 milhões.
Produção recua 4%, mas Paracatu registra melhora
Na comparação anual, a produção consolidada caiu 4%, passando de 512.574 onças equivalentes de ouro no 2T25 para 492.326 onças no 2T26.
O aumento da produção nas minas de Tasiast e Paracatu compensou parcialmente as reduções registradas em Bald Mountain, Round Mountain e Fort Knox.
Na unidade brasileira de Paracatu (MG), a produção permaneceu estável frente ao trimestre anterior e cresceu na comparação anual, impulsionada por maiores teores minerais e melhor recuperação na planta de beneficiamento. O desempenho foi parcialmente compensado pela redução do volume de minério processado.
Já o custo das vendas por onça permaneceu estável frente ao trimestre anterior, mas aumentou em relação ao mesmo período de 2025 devido à valorização do real frente ao dólar, ao aumento dos royalties e aos investimentos planejados em perfuração e detonação.
Projeções para 2026
A Kinross manteve suas projeções para 2026 e espera produzir aproximadamente 2 milhões de onças equivalentes de ouro, com variação de até 5%.
A companhia estima custo de produção das vendas de US$ 1.360 por onça equivalente, custo sustentável total de US$ 1.730 por onça e investimentos de capital de aproximadamente US$ 1,5 bilhão ao longo do ano.
Em 30 de junho de 2026, a mineradora contabilizava US$ 2,7 bilhões em caixa e equivalentes, além de US$ 1,9 bilhão em caixa líquido, reforçando sua posição financeira.
Retorno aos acionistas supera US$ 615 milhões
A empresa também informou que segue comprometida com a meta de devolver 40% do fluxo de caixa livre aos acionistas em 2026.
No primeiro semestre, a Kinross recomprou US$ 480 milhões em ações, além de outros US$ 40 milhões em julho. Considerando ainda os dividendos trimestrais, o retorno de capital aos investidores já soma aproximadamente US$ 615 milhões até 29 de julho.
Desde abril de 2025, a companhia já distribuiu mais de US$ 1,1 bilhão aos acionistas por meio de recompra de ações, reduzindo em cerca de 4% o total de ações em circulação.
O Conselho de Administração também aprovou o pagamento de dividendo trimestral de US$ 0,04 por ação, previsto para 3 de setembro de 2026, aos acionistas registrados em 20 de agosto.
O CEO da Kinross, J. Paul Rollinson, afirmou que o trimestre foi marcado por forte geração de caixa, margens elevadas e disciplina operacional, fatores que permitiram ampliar a remuneração aos acionistas e fortalecer ainda mais o balanço financeiro da companhia.
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