A EXPOSIBRAM 2026 começou nesta segunda-feira (24), em Belo Horizonte, com um debate sobre o papel estratégico da mineração brasileira na transição energética e no desenvolvimento econômico do país. Realizado no Expominas, o evento reúne empresas, autoridades, especialistas e representantes de toda a cadeia mineral até quinta-feira (27).
Um dos principais anúncios da abertura foi feito pelo ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, que informou que o Serviço Geológico do Brasil (SGB) deverá contar com um orçamento de R$ 300 milhões em 2027, previsto no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) que será encaminhado ao Congresso Nacional.
Segundo o ministro, o Brasil ainda conhece apenas cerca de 30% de seu subsolo, o que reforça a necessidade de ampliar os investimentos em pesquisa e conhecimento geológico, especialmente diante da crescente demanda mundial por minerais estratégicos para a transição energética.
Além do orçamento previsto para 2027, o SGB deverá receber mais R$ 50 milhões em repasses do governo ainda em 2026, de acordo com o Ministério de Minas e Energia. A intenção é ampliar a capacidade de identificação das riquezas minerais brasileiras e apoiar o desenvolvimento do setor de maneira legal e segura.
Segurança e sustentabilidade entram no centro do debate
A segurança das operações também ganhou destaque na abertura da EXPOSIBRAM 2026. O tema foi abordado a partir das experiências de Mariana e Brumadinho, com representantes dos atingidos reforçando a necessidade de que as empresas priorizem tanto a segurança das comunidades quanto a proteção dos trabalhadores.
A presidente do Conselho Diretor do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), Ana Sanches, defendeu uma mineração capaz de gerar valor para a sociedade, respeitar os territórios e comunidades e avançar em sustentabilidade.
Já o presidente interino do Ibram, Pablo Cesário, afirmou que o Brasil tem condições de assumir uma posição de destaque na descarbonização. Para ele, a mineração será fundamental para atender à demanda por minerais necessários às novas tecnologias e à transição energética.
O representante da Vice-Presidência da República, Pedro Guerra, também ressaltou a importância da mineração para diferentes segmentos da economia. Segundo ele, o setor contribui para geração de empregos, exportações, desenvolvimento tecnológico e entrada de divisas, além de fornecer matérias-primas essenciais para áreas como agronegócio, saúde, bioeconomia, defesa e infraestrutura.
Guerra destacou ainda iniciativas relacionadas ao financiamento de projetos, segurança de barragens, monitoramento de estruturas de rejeitos, economia circular e ampliação da fiscalização e da regulação. O uso de inteligência artificial nos processos e a rastreabilidade do ouro também foram citados entre as medidas em discussão.
Minerais críticos ganham espaço
A programação da EXPOSIBRAM coloca os minerais críticos e estratégicos no centro das discussões. Cobre, lítio, terras raras, níquel, grafite e outros recursos são considerados fundamentais para a eletrificação, a produção de tecnologias de baixo carbono e a segurança das cadeias globais de suprimentos.
Também fazem parte da agenda temas como infraestrutura, processamento mineral, commodities, inovação, licenciamento ambiental, mudanças climáticas, rastreabilidade, governança e o Plano Nacional de Mineração 2050.
A edição de 2026 reúne 750 expositores em mais de 17 mil metros quadrados, além de cerca de 270 palestrantes e mais de 3 mil participantes no congresso. A expectativa é de que mais de 90 mil pessoas passem pelo evento durante os quatro dias.
Pela primeira vez, a programação também conta com um Fórum de CEOs, que reuniu cerca de 50 presidentes de mineradoras para discutir os desafios, riscos e oportunidades que deverão moldar a mineração nos próximos anos.
A combinação de transição energética, minerais críticos, segurança operacional, inovação e conhecimento geológico mostra que a EXPOSIBRAM 2026 busca colocar a mineração no centro das discussões sobre o futuro econômico e tecnológico do Brasil.
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O post EXPOSIBRAM 2026: Brasil mira protagonismo na transição energética e SGB terá orçamento de R$ 300 milhões apareceu primeiro em Revista Mineração.


