A Aura Minerals encerrou o terceiro trimestre de 2026 (3T26) com o maior volume de produção de sua história para um trimestre. A mineradora produziu 95.557 onças equivalentes de ouro (GEO) entre julho e setembro, resultado 29% superior ao registrado no mesmo período do ano passado e 27% acima do segundo trimestre deste ano, a preços correntes.
O desempenho considera as seis minas em operação da empresa: Aranzazu, Apoena, Minosa, Almas, Borborema e Mineração Serra Grande (MSG). Os números preliminares, divulgados em 9 de outubro, indicam uma evolução operacional que, segundo a administração, mantém a companhia em condições de buscar o cumprimento de suas metas anuais.
O CEO da Aura Minerals, Rodrigo Barbosa, destacou a melhora dos resultados em relação ao trimestre anterior e demonstrou confiança na continuidade do avanço até o fim do ano. A expectativa de crescimento adicional no quarto trimestre é um dos fatores considerados pela empresa para alcançar o desempenho projetado para 2026.
Vendas crescem e acumulado registra recorde
As vendas de ouro equivalente somaram 93.742 GEO no terceiro trimestre, alta de 20% frente ao período de abril a junho. Na comparação com o 3T25, o avanço foi de 25% considerando a Mineração Serra Grande. Sem essa operação, o crescimento foi de 7%, sustentado principalmente pelas vendas de Borborema e Aranzazu.
Nos primeiros nove meses de 2026, a produção atingiu 253.131 GEO a preços correntes e 255.268 GEO a preços constantes. O segundo indicador apresentou crescimento de 26% em relação ao mesmo intervalo de 2025 e representa o melhor resultado da empresa para o período.
A produção dos 12 meses encerrados em setembro também estabeleceu um recorde, com 335.198 GEO, aumento de 27% na comparação anual.
Borborema registra avanço de 60% no trimestre
A mina de Borborema foi um dos principais destaques do período, com produção de 22.842 GEO, recorde trimestral para a operação e alta de 60% em relação ao segundo trimestre. O resultado refletiu a extração de minério com teores mais elevados e o aumento do volume processado.
Em Aranzazu, a produção chegou a 24.920 GEO, crescimento de 39% na comparação trimestral. Já a Mineração Serra Grande alcançou 13.321 GEO, avanço de 85% em relação ao trimestre anterior, em meio à execução de um plano de recuperação operacional.
A empresa também trabalha para ampliar o desempenho de outras unidades. Na mina Apoena, a produção cresceu 20% frente ao segundo trimestre, chegando a 6.865 GEO. A Aura informou que o desenvolvimento da cava Nosde está dentro do planejamento para permitir o acesso a áreas com minério de maior teor.
Almas produziu 14.264 GEO, queda trimestral de 12%, enquanto Minosa registrou 13.344 GEO, recuo de 7%. Segundo a companhia, a normalização dos volumes de empilhamento de minério em Minosa durante o terceiro trimestre deve favorecer a recuperação da produção no período seguinte.
Em Almas, a expansão da capacidade da planta de processamento continua em andamento. A empresa também prevê avanços no volume processado em Borborema, com melhorias voltadas à capacidade do sistema de filtragem.
Projeto na Guatemala avança 13,1%
Fora das minas em operação, o projeto Era Dorada, na Guatemala, alcançou 13,1% de avanço físico e permanece dentro dos prazos e do orçamento previstos.
As obras incluem a construção das estruturas civis do moinho e dos tanques do circuito CIP, utilizado na recuperação de ouro. O desenvolvimento subterrâneo também avançou, com 60% de mobilização da empresa responsável pela execução dos trabalhos.
A Aura Minerals mantém, assim, uma frente de expansão paralela à busca por maior produtividade nas operações existentes. A combinação entre o recorde trimestral, a recuperação de unidades operacionais e o andamento dos investimentos sustenta a perspectiva da companhia para o encerramento de 2026.
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