Durante a EXPOSIBRAM/2024, representantes dos setores mineral e automobilístico falaram como a falta de planejamento pode comprometer a cadeia produtiva; a solução passa pela união de todos os envolvidos no processo. Um dos pontos mais importantes quando se fala em mineração, é a integração de vários segmentos produtivos para a garantia do funcionamento integral da atividade. Durante o segundo dia (10/09) da EXPOSIBRAM 2024 – Mineração do Brasil | Expo & Congresso, representantes da indústria automobilística e do setor da mineração debateram como a união e o planejamento podem contribuir de forma positiva para o desenvolvimento tecnológico O primeiro a falar sobre ações focadas no setor de mineração foi o gerente de vendas especiais da Volkswagen Brasil, Wilson Ragusa. Ele apontou como a empresa vem trabalhando ao longo dos anos para atender à demanda de empresas que atuam na extração e transporte de ativos minerários. Wilson apresentou uma linha de veículos que já são utilizados na mineração e falou sobre o ineditismo da empresa na pesquisa e no desenvolvimento de veículos elétricos e autônomos para atender a mineração. A diretora de mineração e de novos negócios e licitações da XCMG, Amanda Machado, também participou do debate. A empresa chinesa, com uma sede de montagem no Sul de Minas, tem uma linha de veículos e máquinas específica para a mineração. Após a apresentação dos números da XCMG, Amanda pontuou sobre a falta de planejamento a longo prazo de empresas de mineração, o que, segundo ela, atrapalha o planejamento de outras companhias que fazem parte da cadeia. “Quando comparamos o que oferecemos com a demanda das empresas de mineração, percebemos que para montar o quebra-cabeça (para realizar o atendimento) é preciso mais planejamento e dados a longo prazo”, destacou. As observações tiveram como base dados que apontam um crescimento expressivo do setor de mineração e um acompanhamento desproporcional de fornecimento de máquinas e veículos para o setor. Esse, segundo o presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Márcio Leite, é o maior desafio do Brasil na atualidade. “Se o Brasil pegar o modismo de eletrificação e se acelerarmos o processo, nós podemos abrir as portas para a entrada de novas tecnologias porque ainda não temos a capacidade de produção. Isso é importante para que a transição energética não comprometa o futuro da mineração”, frisou. Para a integração da cadeia produtiva, um dos pontos destacados foi a necessidade de instalação de fábricas para que todo o setor passe a ficar alocado no próprio país, um desafio que começa na extração de novos minerais para a produção de baterias, por exemplo. Para encerrar o debate, o vice-presidente de Assuntos Regulatórios para a América do Sul da Stellantis, grupo do segmento de veículos leves e comerciais leves, João Irineu Medeiros, falou sobre os investimentos para a descarbonização de toda a frota produzida pelas empresas do grupo. “Nós fizemos um inventário de carbono, do berço ao túmulo, desde a mineração até a reciclagem e nossa meta até 2030 é reduzir, em 50%, a



