Entre abril e junho de 2026, a mineradora produziu 84,3 milhões de toneladas, volume 1% superior ao do mesmo período de 2025 e 20,9% acima dos três primeiros meses deste ano. O resultado foi impulsionado pelo fim do período mais chuvoso e pelo avanço das operações, com destaque para o complexo S11D e os projetos Capanema (PA) e Vargem Grande 1 (MG).
As vendas de minério de ferro também cresceram e alcançaram 79,7 milhões de toneladas no período, alta de 3% na comparação anual. O resultado reflete a maior comercialização dos estoques disponíveis e amplia a expectativa do mercado para o balanço financeiro da companhia, que deverá indicar se o avanço operacional se converteu em maior geração de caixa e lucro.
A companhia também ampliou a produção de metais usados na transição energética. A de cobre atingiu 98,4 mil toneladas, alta de 6% em relação ao segundo trimestre de 2025. No níquel, foram produzidas 42 mil ton, avanço de 4% na comparação anual e o maior volume para um segundo trimestre desde 2020. Já a de pelotas caiu 7%, para 7,3 milhões de ton, devido à suspensão temporária das plantas de pelotização de Omã, afetadas por restrições logísticas provocadas pelo conflito no Oriente Médio.
No primeiro trimestre deste ano, a empresa registrou EBITDA de US$3,9 bilhões, fluxo de caixa livre recorrente de US$813 milhões, investimentos de US$1,1 bilhão e dívida líquida expandida de US$17,8 bilhões.
Os resultados operacionais reforçam as expectativas para o balanço financeiro da Vale e para o desempenho das ações VALE3. O mercado acompanhará principalmente indicadores como EBITDA, fluxo de caixa livre, custos operacionais, investimentos, nível de endividamento e um eventual anúncio de remuneração aos acionistas.
Apesar do recorde de produção, a companhia informou que o desempenho operacional não garante o pagamento de dividendos extraordinários. A política da empresa prevê remuneração mínima equivalente a 30% da diferença entre o EBITDA ajustado e os investimentos correntes. Distribuições adicionais dependem da avaliação do Conselho de Administração.
Em 2026, os acionistas receberam R$1,244 por ação em janeiro e cerca de R$2,338 por ação em março, entre dividendos e juros sobre capital próprio.
A Vale publicará o resultado financeiro do segundo trimestre em 30 de julho de 2026, após o fechamento do mercado. O balanço mostrará se o desempenho operacional foi suficiente para fortalecer a geração de caixa e sustentar novas distribuições aos investidores.
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