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    Tesouro geológico: Litoteca da CBPM guarda história da mineração na Bahia

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    Liloteca da CBPM tem 3 pavilhões, numa área de 1800 m² (Divulgação/CBPM)

    Espaço está disponível para atender às comunidades geológica, científica e empresarial

    A mineração figura como um dos grandes responsáveis por sustentar os indicadores econômicos do Brasil, principalmente neste período marcado pela pandemia. O setor apresentou significativo crescimento no primeiro trimestre de 2021 e, segundo o Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM), deverá receber um investimento de cerca de R$200 bilhões até 2025, dos quais R$70 bilhões estão destinados à Bahia. Esses números mostram a força da atividade mineral no estado, que é hoje o quarto maior produtor de minérios do país, e vem expandindo cada vez mais seu potencial.

    A Litoteca da Companhia Baiana de Pesquisa Mineral (CBPM) guarda parte dessa história. Nela pode ser encontrado um imenso acervo de dados e de amostras geológicas, obtido através de um forte trabalho de conhecimento geológico do Estado da Bahia e da CBPM, ao longo de 48 anos. A manutenção desse espaço é necessária para que, a partir do surgimento de novas tecnologias, essas amostras possam ser reanalisadas e descobertas relevantes, antes inacessíveis, sejam feitas.

    Para o presidente da CBPM, Antonio Carlos Tramm, a Litoteca representa a dedicação da empresa à pesquisa e possibilita a elaboração de um plano de desenvolvimento e da nossa atividade mineral baseado em evidências científicas.

    “Nós temos um passado muito rico neste trabalho de prospecção e de identificação de novos depósitos minerais. Sem sombras de dúvidas, a CBPM é a companhia de pesquisa mineral de governo estadual mais bem dotada do país. Nossa riqueza de publicações é ainda maior que a nossa riqueza em jazidas. Analisando bem essas amostras conseguimos identificar onde está o nosso maior potencial mineral e investir no seu desenvolvimento.”, diz Antonio Carlos Tramm, presidente da CBPM.

    Modernização garante maior acessibilidade
    Desde 2007 a CBPM vem recuperando todas as informações de campo e os resultados de análises de amostras de rocha, solo, sedimento de corrente, concentrado de bateia e testemunhos de sondagem dos projetos executados ao longo de toda sua história. Já nos últimos anos, a Litoteca da CBPM passou por um processo de reformulação dos pavilhões, estantes e prateleiras visando ampliação estrutural, com o objetivo de abrigar os novos projetos de sondagem da empresa.

    Desta forma, hoje são 3 pavilhões, numa área de 1800 m², com maior capacidade de armazenamento das caixas de testemunho de sondagem. Atualmente são mais de 23 mil caixas, com aproximadamente 5 metros de sondagem cada, totalizando mais de 100 mil metros de furos, além de um expressivo número de amostras de sedimento e solo.

    A CBPM desenvolve ainda um importante trabalho de informatização de todo esse acervo, inclusive fotografando os testemunhos para catalogar e armazenar em arquivos, que hoje é disponibilizado em formato digital no site da empresa.

    Para o diretor-técnico da CBPM, Rafael Avena Neto, reunir em um só local um acervo deste porte, disponível a todos os interessados em desenvolver o setor mineral baiano, é muito importante, “pois permite verificar e observar ‘in loco’ detalhes geológicos de suma importância para viabilizar um depósito mineral”. Essa observação “in loco” justifica a preservação física de uma litoteca, mesmo com a digitalização, uma vez que apesar da modernização permitir o acesso remoto às informações, apenas pessoalmente novas pesquisas podem ser desenvolvidas.

    Localização
    Sediada, desde 2012, nas dependências da Superintendência de Desenvolvimento Industrial e Comercial (SUDIC), no Centro Industrial de Aratu (CIA), em Simões Filho, a Litoteca, que pode ser descrita como uma biblioteca de rochas e testemunhos de sondagem (amostras de solo) está disponível para atender à comunidade geológica, científica e empresarial. Os interessados devem programar sua visita à Litoteca previamente através da Diretoria Técnica (DTE). O acesso ao local também é acompanhado por um técnico da empresa, que presta esclarecimentos sobre os materiais disponibilizados na Litoteca.

    Este conteúdo tem apoio institucional da CBPM e WWI e oferecimento da Mineração Caraíba e RHI Magnesita.

    Fonte: Correio*

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