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    Startup chinesa entra na corrida pela mineração espacial

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    Por Reinaldo Zaruvni  | Fonte: TecMundo

    Yu Tianhong, cofundador da empresa descrita como a primeira da China focada na utilização de recursos espaciais, explica que inicialmente não será realizada a ação em si: “O objetivo é verificar e demonstrar múltiplas funções, como manobras orbitais, captura simulada de corpos celestes e identificação e controle inteligentes da espaçonave.”

    Em 2021, uma outra missão está marcada para acontecer, chamada Yuanwang-1. Apelidada de “Little Hubble”, ela será responsável por colocar em operação um telescópio óptico projetado para observar e monitorar asteroides próximos à Terra. Segundo a Origin Space, conhecer os destinos adequados é fundamental; logo depois, a Lua é o destino.

    Inicialmente, serão realizadas apenas observações.
    Inicialmente, serão realizadas apenas observações. Fonte: Reprodução

    Um mercado incerto

    Tianhong ressalta que os planos de chegar ao satélite natural da Terra não estão finalizados, mas ainda assim incluem o pouso do dispositivo NEO-2 por lá. Trata-se de outra missão provisória, cuja previsão é de que haja um aumento gradual de órbita enquanto observações são realizadas. Ao final, a superfície lunar, espera-se, será atingida.

    Não é à toa que o interesse privado no setor tem crescido, já que o governo chinês decidiu abrir suas operações em 2014, o que levou ao crescimento da indústria local. No caso da exploração de asteroides, fala-se de um potencial de trilhões de dólares – e Jim Bridenstine, administrador da NASA, anunciou na semana passada que a agência comprará amostras de rochas de empresas assim que o material lunar for coletado.

    Mercado tem potencial de trilhões de dólares.
    Mercado tem potencial de trilhões de dólares. Fonte: Reprodução

    Entretanto, os desafios para a consolidação da área são muitos, já que, além da agência norte-americana, não se sabe quem mais teria interesse na comercialização desses objetos. Brian Weeden, diretor de planejamento dos programas da Secure World Foundation, afirma: “No momento, os únicos clientes reais são as agências espaciais nacionais que planejam fazer coisas na Lua”.

    Yu Tianhong, por sua, vez, não se abate: “Estamos trabalhando muito para acelerar o progresso de projetos importantes e, ao mesmo tempo, gerar receita”.

    Fonte: TecMundo

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