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    Segurança na mineração é um dos temas da Exposibram, principal feira do setor

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    As tragédias ocorridas na mina de Fundão, em Mariana (2015), e na de Córrego do Feijão (2019), em Brumadinho, serão um dos temas discutidos na Expo & Congresso Brasileiro de Mineração (Exposibram), que acontece de 9 a 12 de setembro, no Expominas, em BH. Trata-se do principal evento do setor na América Latina: 45 mil pessoas de 29 países devem passar pelo local, que terá 490 estandes.

    Segundo o presidente do Conselho Diretor do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), Wilson Brumer, o foco do setor deve ser a garantia da segurança. “É necessário o fortalecimento da Agência Nacional de Mineração (ANM)”.  Em Minas Gerais, por exemplo, a entidade que regulamenta o setor tem apenas seis fiscais para vigiar centenas de barragens. Em todo o país, a ANM conta com somente 12 funcionários.

    Nesta semana, o instituto assinou com a Associação dos Municípios de Minas Gerais e do Brasil (Amig) um inédito Acordo de Cooperação Técnica para traçar o futuro do setor no país “por meio de estratégias que serão debatidas, estruturadas na forma de propostas e compromissos voltados ao desenvolvimento sustentável da mineração industrial”.

    Em documento que será divulgado no congresso, o Ibram reconhece que “estes não foram episódios (Mariana e Brumadinho) para serem esquecidos” e defende a revisão da gestão e manejo de rejeitos no setor mineral com objetivo de adotar mais transparência, novas práticas e novos patamares de desempenho nas próximas décadas”.

    Geologia

    Em visita ao Hoje em Dia, Brumer também defendeu maior investimento do Brasil em geologia para que o país conheça o próprio potencial mineral.

    “Conhecemos apenas algumas atividades minerais. Essa mineração passa por outros tipos de minérios, não só o de ferro. A gente fala muito de terras raras. O Brasil e o Vietnã são considerados países com potencial grande de reservas em terras raras, mas a produção é irrisória”, lamentou o executivo.

    Brumer avaliou que o setor precisa ser mais bem inserido pelo poder público nas políticas de Estado.

    “Tanto é que, diferentemente de outros países que cresceram muito a atividade mineral, como Austrália, Canadá, Chile, Peru e Colômbia, o Brasil vem caindo. Se tirarmos um ou dois minérios, como o nióbio (onde o Brasil é campeão mundial) e o de ferro (o país ocupa a terceira posição), onde temos uma importância de liderança no mercado internacional, estamos nas posições 14ª, 15ª em relação aos outros minerais”.

    Fonte: Hoje em Dia

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