Produtora de zinco teve receita de US$ 937 milhões no trimestre, reduziu a alavancagem para 1,24x e revisou para cima o investimento previsto para 2026.
A Nexa Resources, uma das maiores produtoras de zinco do mundo, registrou EBITDA ajustado de US$ 301 milhões no terceiro trimestre de 2026, alta de 62% sobre o mesmo período de 2025 e de 5% em relação ao segundo trimestre. A receita líquida somou US$ 937 milhões, 23% acima do 3T25, e a margem EBITDA ajustada subiu para 32,1%, avanço de 7,7 pontos percentuais na comparação anual.
Segundo a companhia, o resultado foi puxado pelos preços mais altos do zinco e pela maior contribuição de subprodutos, como prata e ácido sulfúrico. Na comparação com o trimestre anterior, também pesou a recuperação dos volumes de vendas dos smelters, em especial Cajamarquilla, no Peru.
Apesar do resultado operacional, a Nexa teve prejuízo líquido de US$ 47 milhões, reflexo principalmente de um impairment (baixa contábil) de US$ 124 milhões nos smelters brasileiros e de um ajuste de US$ 51 milhões no contrato de silver streaming. Nenhum dos dois efeitos envolveu saída de caixa. O fluxo de caixa livre do trimestre foi de US$ 73 milhões.
Aripuanã chega a 90% de utilização
Em Aripuanã (MT), a utilização média da planta subiu de 71% no 2T26 para 84% no 3T26 e chegou a 90% em setembro. A companhia atribui o avanço ao quarto filtro de rejeitos, que ampliou a capacidade de processamento e de empilhamento a seco, com maior recuperação e reúso de água.
Na mineração como um todo, a produção de zinco foi de 85 mil toneladas, alta de 1% na comparação anual e de 7% sobre o trimestre anterior. A de chumbo subiu 4% no ano, para 18 mil toneladas, enquanto a de cobre caiu 30%, para 6 mil toneladas, por causa de teores menores em Cerro Lindo e Aripuanã. Nos smelters, a produção de zinco metálico e óxido somou 159 mil toneladas, 8% acima do 3T25.
Investimento maior e dívida menor
A Nexa revisou em 10% para cima o guidance de investimentos (capex) de 2026, que passou para US$ 420 milhões. O aumento serve principalmente para acelerar o desenvolvimento de mina em Aripuanã, antecipar etapas do Projeto de Integração Cerro Pasco, no Peru, e refletir a valorização do real. As metas de produção foram mantidas.
A alavancagem líquida, medida pela relação entre dívida líquida e EBITDA ajustado dos últimos 12 meses, caiu para 1,24x, ante 1,40x no 2T26 e 2,21x no 3T25. A liquidez total disponível chegou a US$ 735 milhões, incluindo uma linha de crédito rotativo de US$ 320 milhões ainda não utilizada.
“Embora o mercado de concentrado de zinco tenha permanecido limitado, o modelo de negócios integrado da Nexa nos permitiu capturar valor ao longo da cadeia de valor”, afirmou o CEO da companhia, Ignacio Rosado.
Venda para a Boliden e preparação para o El Niño
Em agosto, a Votorantim assinou acordo definitivo para vender à sueca Boliden sua participação de 64,68% na Nexa. A conclusão é esperada para o primeiro trimestre de 2027, sujeita a aprovações regulatórias. Após o anúncio, a S&P Global Ratings rebaixou a nota de crédito da Nexa de BBB- para BB+, e a Fitch colocou os ratings em observação negativa.
A companhia informou ainda que se prepara para o El Niño 2026–2027, que pode ter intensidade forte a muito forte segundo as previsões oficiais. Entre as medidas estão estoques estratégicos de concentrado de zinco no Peru e uma consultoria para avaliar riscos climáticos nas operações do Brasil e do Peru. Não houve impacto operacional no trimestre.
O documento completo de resultados está disponível no site de Relações com Investidores da Nexa.
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Com informações da Nexa Resources.







