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    Mineração: Gerdau oferece compensações para estender operação de complexo na Grande BH

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    Previsão de arrecadação de R$ 500 milhões para o Estado e municípios envolvidos no projeto, ao longo de dez anos; cerca de 5 mil empregos assegurados no mesmo prazo, sendo 1,5 mil deles ligados direta ou indiretamente ao empreendimento; mais uma série de outras compensações econômicas, sociais e ambientais, especialmente na região de Moeda, na Grande BH.

    Essas são algumas das principais contrapartidas oferecidas pela siderúrgica e mineradora Gerdau às comunidades e ao poder público para que possa obter a aprovação, pela Assembleia Legislativa de Minas, de projeto de Lei, de autoria do deputado estadual Antônio Carlos Arantes (PSDB), autorizando-a a estender por mais uma década as atividades no complexo minerário Várzea do Lopes, em Moeda.

    Na prática, o PL, questionado por ambientalistas, permitiria alteração na atual área do Monumento Natural (Mona) da Serra da Moeda: seriam subtraídos da reserva 12,8 hectares, no cume da elevação. O terreno iria compor o complexo da Gerdau, que faria ali nova cava e, assim, ampliaria sua operação, prestes a se esgotar, por mais dez anos. Em troca, a empresa cederia ao Mona duas áreas de sua propriedade, totalizando 75 hectares, nos limiares da reserva e com as mesmas características ambientais.

    “Da área a ser expandida, 3,95 hectares estão em Itabirito e 8,86 em Moeda, o que corresponde a 0,54% da área total do Mona, em uma área da Gerdau, às margens da cava, sem interferência nas áreas das cavidades ou sítios arqueológicos. Além disso, estamos nos comprometendo a fazer a doação de uma área pelo menos seis vezes maior a que vamos utilizar”, diz o diretor de diretor de Mineração e Matérias-Primas da Gerdau, Wendel Gomes.

    INVESTIMENTO

    De acordo com o executivo, dentro do plano global de investimentos da Gerdau para os próximos dois anos, de R$ 6 bilhões, R$ 1,5 bilhão seriam destinados às instalações em Minas. Na unidade de Moeda, cuja produção, para consumo próprio da siderúrgica, seria mantida em 5 milhões de toneladas/ano, o aporte seria de R$ 500 milhões.

    Gomes relata ainda que o projeto para a mina, cujos rejeitos serão sólidos, e não dispostos em barragens líquidas, começou a ser debatido ano passado com as comunidades locais, mas o processo foi interrompido pela pandemia – a ideia é retomá-lo em breve. Mesmo assim, o PL tramita na Assembleia desde maio. “Acreditamos que há tempo para que seja aprovado ainda este ano. Em seguida, será debatido também no âmbito municipal. Dessa forma, o processo de licenciamento ambiental do complexo começaria apenas no ano que vem”, afirmou o diretor.

    Fonte: Hoje em Dia

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