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    Futuro da mineração foi discutido em seminário na Grande BH

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    Evento teve a presença de dois ministros e do governador de Minas

    A cidade de Nova Lima, na região metropolitana de Belo Horizonte, recebeu, nesta quarta-feira, o Seminário Técnico Internacional sobre Barragens de Rejeitos e o Futuro da Mineração em Minas Gerais.

    O evento foi motivado pelas duas tragédias consecutivas acontecidas no estado com o rompimento das barragens de rejeitos Fundão, em Mariana, e Córrego do Feijão, em Brumadinho, que resultaram na morte de mais de 300 pessoas, deixando outras centenas desabrigadas e danos ambientaisincalculáveis.

    Por isso, durante o seminário, especialistas do Brasil e do exterior, executivos das principais mineradoras do país, os ministros de Estado Ricardo Salles (Meio Ambiente) e Bento Albuquerque (Minas e Energia), e o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, além de outros gestores debateram os impactos da mineração no estado e como essa atividade, que é fundamental para a economia brasileira, pode ser realizada de forma mais sustentável e, sobretudo, segura.

    Zema afirmou que o mais importante é que as barrgens de rejeitos não sejam mais sinônimo de perigo: “Estamos vivendo uma era pós-tragédia no estado. Nosso esforço é para que o rompimento da barragem da Vale, em Brumadinho, seja o último ocorrido”, disse o governador.

    O ministro Ricardo Salles, disse que a mineração precisa ser repensada, até mesmo para “dar uma resposta à sociedade”, sobretudo após o número alto de mortes em Córrego do Feijão, mas a atividade minerária não pode ser “demonizada” por conta dos últimos acontecimentos trágicos. Ainda segundo ele, existe a possibilidade de direcionar os recursos das multas aplicadas à Vale para investimento em parques nacionais localizados em Minas.

    Bento Albuquerque destacou que a mineração é responsável por 4% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional e 21% das exportações. Ele ressaltou, também, que a atividade gera mais de 180 mil empregos diretos além de dois milhões indiretos, por isso é importante que mudanças sejam feitas para evitar novos problemas para a população e a ecnonomia. “A tragédia de Brumadinho acende um sinal de alerta para todos nós. Precisamos corrigir as falhas detectadas e encontrar respostas para resgatar a confiança no setor”, alertou o ministro de Minas e Energia.

    Estiveram presentes, também, o governador do Espírito Santo, José Renato Casagrande; o prefeito de Nova Lima, Vitor Penido; e os presidentes da Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg), Flávio Roscoe, e da Fundação Dom Cabral (FDC), Antônio Batista da Silva Junior.

    O Seminário Técnico Internacional sobre Barragens de Rejeitos e o Futuro da Mineração em Minas Gerais foi organizado pelo Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), com apoio do Governo de Minas, da Fiemg e da FDC.

    Fonte: Encontro BH

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