Mais
    InícioNotíciasFGV: sem minério, IGP-M teria queda de 0,23% em julho e não...

    FGV: sem minério, IGP-M teria queda de 0,23% em julho e não alta de 0,40%

    Publicado em

    O minério de ferro foi o item que destacadamente mais influenciou a alta do Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) e, sem esse produto, o índice teria uma queda em julho, afirma o economista André Braz, do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV). Nos cálculos de Braz, o IGP-M cairia 0,23% neste mês em vez de apresentar alta de 0,40%, como mostrou o dado efetivo. Em junho, o indicador fora de 0,80%.

    O indicador do atacado, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), por sua vez, teria queda de 0,54% e não alta de 0,40%. Em junho, o IGP-M seria de 0,23% e não de 0,80% e o IPA, de 0,34% e não de 1,16%. O minério de ferro praticamente repetiu a mesma taxa entre junho e julho, passando de 11,76% para 11,34%. “Então tudo indica que a tendência geral dos preços tem sido de desaceleração.” No ano, o minério tem alta de 65,88% e, em 12 meses, de 91,8%.

    Com a expectativa de desaceleração desse item na próxima leitura, em agosto, devido ao câmbio comportado e o fim dos efeitos da redução da produção da Vale após o acidente em Brumadinho, Braz avalia que o IGP-M deve ficar entre 0,30% e 0,40%.

    Na expectativa de Braz, as commodities agrícolas devem ter leve queda em agosto e a perspectiva para os combustíveis também é promissora. O milho em julho desacelerou a 3,28%, de 4,27% no sexto mês, enquanto a soja caiu 1,36%, de alta de 6,30%. Já os combustíveis para consumo caíram 4,59%, de recuo de 5,06% no mês anterior.

    Em sentido contrário em agosto, devem aparecer os alimentos in natura tanto no atacado quanto no varejo, continuando o movimento já observado em julho. No IPA, os alimentos in natura passaram de -4,95% para 0,58%, enquanto no Índice de Preços ao Consumidor (IPC) variou de -4,37% para 1,60%. Mas Braz pondera que o peso desse item no IPA – que tem maior relevância no IGP-M (60%) – é três vezes menor do que o do minério de ferro (7,96%), que é o item com maior participação no índice.

    O economista explica que esse movimento é fruto principalmente de choques de oferta. No IPA, os alimentos in natura subiram 24,16% no ano e 30,44% em 12 meses, enquanto hortaliças e legumes avançou 24,62% em 2019 e 47,47% em 12 meses.

    Segundo Braz, agora na metade do ano, com o clima mais favorável, esses alimentos costumam devolver a alta do começo do ano, mas como isso não está acontecendo agora não deve acontecer mais este ano.

    Fonte: IstoÉ Dinheiro

    São Paulo
    chuva fraca
    19.9 ° C
    20.3 °
    18.9 °
    83%
    6.7m/s
    96%
    dom
    31 °
    seg
    22 °
    ter
    24 °
    qua
    27 °
    qui
    20 °

    Notícias recentes

    Pension funds use gold as bond hedge weakens

    Gold is finding a durable place in some pension-fund portfolios as investors look for...

    Why rare earth elements are hiding in plain sight

    Rare earth elements, also known as REEs, are the topic of the day. Almost...

    KGHM, South32 kick off $725M Sierra Gorda expansion

    KGHM and South32 (ASX, LSE, JSE: S32) have officially begun a $725 million expansion...

    leia mais

    Pension funds use gold as bond hedge weakens

    Gold is finding a durable place in some pension-fund portfolios as investors look for...

    Why rare earth elements are hiding in plain sight

    Rare earth elements, also known as REEs, are the topic of the day. Almost...

    KGHM, South32 kick off $725M Sierra Gorda expansion

    KGHM and South32 (ASX, LSE, JSE: S32) have officially begun a $725 million expansion...