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    Consórcio internacional sinaliza interesse em retomar exploração de minério no Amapá

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    Duas empresas inglesas se uniram visando retomar a exploração e exportação de minério de ferro no Amapá, atividade suspensa desde 2013 após o desabamento do porto de Santana e posterior crise da mineradora Zamin, concessionária do serviço e que acumula dívida bilionária com trabalhadores, empresas e bancos.

    A multinacional inglesa Cadence, que atua na fabricação de eletrodomésticos e com minério, assinou parceria com a Indo Sino, uma negociadora de Singapura, e depositou em juízo 2 milhões de dólares, mais de R$ 9 milhões, como forma de demonstrar interesse no projeto.

    A intenção do consórcio é assumir toda a atividade, incluindo a recuperação da estrada de ferro, do porto e quitação das dívidas da Zamin, 85% delas com bancos.

    A história da exploração do minério de ferro no Amapá começou com a Indústria e Comércio de Minérios (Icomi), na década de 1950. O projeto foi vendido pra MMX de Eike Batista, depois Anglo Ferrous e por último a Zamin, onde foi interrompida.
    No processo de transferência da Anglo pra Zamin, o chamado Sistema Amapá entrou em colapso. O porto desabou em março de 2013, o mercado entrou em queda e a estrada de ferro foi desativada.

    Área do porto em Santana, onde houve o desabamento (Foto: Agência Amapá de Notícias)

    Os credores da Zamin, que entrou em recuperação judicial em 2017, encaram com otimismo a proposta, reforçada após o depósito, que é tratado como simbólico para demonstrar a vontade em seguir com a atividade.

    “É o primeiro dinheiro que se vê desde 2015, nada sequer foi depositado nesse projeto. Isso é um valor insignificante para o valor da dívida, mas é um gesto para assumir o projeto”, classificou o advogado Ricardo Oliveira, presidente do Conselho de Credores da Zamin.

    O que motivou o consórcio para investir e recuperar quase do zero o setor mineral do Amapá foi a valorização internacional do produto, que teria aumentado seu valor em até 300%.

    “Tivemos uma valorização do minério de ferro, esse preço pelo menos triplicou, e, estando o minério de ferro valorizado, acho que a partir dessa situação as empresas fizeram uma avaliação da viabilidade econômica e decidiram assumir esse projeto”, completou Oliveira.

    O depósito de R$ 9 milhões foi feito em 11 de junho. A assembleia geral de credores tem até 20 de agosto pra aprovar o projeto das empresas. A primeira exigência é quitar à vista as dívidas trabalhistas. Não há prazo para retomada da exploração.

    Fonte: G1

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