Mais
    InícioNotíciasABPM ressalta importância da FIOL para a mineração da Bahia e Goiás

    ABPM ressalta importância da FIOL para a mineração da Bahia e Goiás

    Publicado em

    A liberação pelo Tribunal de Contas da União (TCU) do processo de concessão da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (FIOL), entre as cidades de Ilhéus (BA) e Caetité (BA), cuja execução se dará por meio de contrato com a iniciativa privada, vai contribuir para impulsionar as exportações do setor mineral brasileiro, ajudando a Bahia e Goiás a se consolidarem como players na produção nacional de minérios.

    A expectativa é de que o edital seja divulgado ainda este ano, para que a licitação ocorra no primeiro trimestre de 2021. Estão previstos R$ 3,3 bilhões em investimentos privados e 65 mil empregos diretos e indiretos.

    Para o presidente da Companhia Baiana de Pesquisa Mineral (CBPM), Antônio Carlos Tramm, que também é membro do Conselho Consultivo da ABPM, a autorização do TCU representa uma conquista. “É uma vitória não só da mineração, mas da Bahia. A FIOL é a obra de desenvolvimento mais importante nesse início de século no estado. Vai ser um marco na geração de emprego, renda e do desenvolvimento ao longo dos seus 1,5 km de trilhos”, diz.

    Depois de pronta, a FIOL poderá atender também demandas de outros estados, como Goiás, que tem grande potencial para expandir suas exportações de minérios. Luiz Vessani, diretor da ABPM e empresário do setor no estado, avalia que a FIOL poderá se tornar uma “opção viável para exportação de bauxita, extraída pela Terra Goyana em Barro Alto até o complexo portuário de Ilhéus”.

    Vessani explica que o minério seria embarcado pela ferrovia Norte-Sul, próximo à mina e de lá seguiria até Tocantins, ponto em que se conectaria com a FIOL até chegar ao porto de Ilhéus, no litoral baiano, tornando a operação da mineradora mais competitiva.

    “Nós entendemos que a estrutura de exportação de ferro é parecida com a da bauxita, não sendo necessários investimentos adicionais, pois o porto já está preparado”, pondera Vessani, fazendo referência à produção de minério de ferro do Sul da Bahia, que usa o porto para exportar a produção para a China.

    Vessani, no entanto, destaca que o empreendimento em Goiás não pode esperar o trecho da FIOL entre Caetité e Ilhéus ficar pronto para começar a operar.  “Estamos estudando outras possibilidades de escoamento por outros portos”, conta o executivo, citando os portos de Santos (SP), Açu (RJ) e Itaqui (MA).

    Pelas redes sociais, o ministro de Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, comemorou a decisão do TCU e agradeceu o relator do processo, o ministro Aroldo Cedraz, pelo parecer favorável à retomada da licitação.  “Agora, vamos correr para publicar o edital ainda este ano e já bater o martelo no 1º trimestre de 2021”, disse Freitas.

    Obras da FIOL – A cargo da Valec, estão divididas em dois segmentos: FIOL 1, entre Ilhéus (BA) e Caetité (BA), e FIOL 2, entre Caetité (BA) e Barreiras (BA). O trecho 1, que será concedido, possui 537 quilômetros de extensão e deve consolidar um corredor de escoamento de minério do sul da Bahia (Caetité e Tanhaçu), além de facilitar o transporte de grãos do oeste baiano, conectando-se a um importante complexo portuário a ser construído nas imediações da cidade de Ilhéus.

    Os estudos preveem uma carga transportada de 18,4 milhões de toneladas nos primeiros anos de operação, podendo chegar a 33,8 milhões de toneladas em 2054. De acordo com a minuta do edital, o prazo da subconcessão será de 35 anos. A remuneração da subconcessionária se dará pelo recebimento das tarifas de transporte, direito de passagem e de tráfego mútuo, das receitas decorrentes das operações acessórias e da exploração de projetos associados.

    Fonte: ABPM

    São Paulo
    nublado
    27.2 ° C
    28 °
    25.8 °
    41%
    1.3m/s
    100%
    ter
    27 °
    qua
    26 °
    qui
    30 °
    sex
    28 °
    sáb
    31 °

    Notícias recentes

    Minerais críticos podem adicionar R$192 bilhões ao PIB e gerar 750 mil novos empregos, aponta estudo da Amcham Brasil

    Belo Horizonte, 4 de agosto de 2026 – A expansão dos investimentos na cadeia de...

    Jaguar Mining prepara nova mina de ouro em Onça de Pitangui (MG)

    A Jaguar Mining planeja iniciar, em 2027, a construção de uma nova mina de...

    Integrated Pump Technology looks to Grindex, Godwin brands for latest dewatering push

    Integrated Pump Technology says it is leveraging two of the dewatering sector’s most recognisable...

    leia mais

    Minerais críticos podem adicionar R$192 bilhões ao PIB e gerar 750 mil novos empregos, aponta estudo da Amcham Brasil

    Belo Horizonte, 4 de agosto de 2026 – A expansão dos investimentos na cadeia de...

    Jaguar Mining prepara nova mina de ouro em Onça de Pitangui (MG)

    A Jaguar Mining planeja iniciar, em 2027, a construção de uma nova mina de...

    Integrated Pump Technology looks to Grindex, Godwin brands for latest dewatering push

    Integrated Pump Technology says it is leveraging two of the dewatering sector’s most recognisable...