Mais
    InícioNotíciasABAL: Consumo de alumínio deve retomar os níveis de 2013

    ABAL: Consumo de alumínio deve retomar os níveis de 2013

    Publicado em

    A indústria de alumínio no Brasil deve voltar aos níveis de 2013 no fim deste ano e início de 2020. A expectativa da Associação Brasileira da Indústria de Alumínio – ABAL  é de que o consumo aparente chegue a 1,5 milhão de toneladas no primeiro trimestre de 2020.

    Segundo o presidente-executivo da entidade, Milton Rego, o que vai sustentar esse crescimento é o segmento de embalagens voltadas principalmente para medicamentos, alimentos e bebidas.

    “Estamos vendo com mais rapidez a substituição do uso de outros materiais pelo alumínio no segmento de embalagens. Esse comportamento deve se manter nos próximos anos”, disse. A estimativa da ABAL é de uma expansão no consumo aparente neste ano de 7,5%, ritmo de crescimento do primeiro semestre de 2019.

    Rego, no entanto, ressalta que a expectativa no início do ano era de uma alta de 10% a 12% neste no, tornando 2019 o melhor ano para o setor de alumínio no país, ultrapassando 2013, quando ocorreu recorde no consumo aparente.

    “A confiança era muito maior na economia, mas o desempenho nesses sete meses já nos fizeram rever as nossas estimativas. O lado bom é que são poucos os setores com crescimento nesses níveis e conseguiremos chegar ao patamar de 2013, o nosso melhor ano”, disse Rego.

    No primeiro semestre, de acordo com dados da ABAL, o consumo aparente de alumínio chegou a 731,8 mil toneladas. Ainda segundo a entidade, grande parte desse consumo foi abastecido pelo produto importado. As compras externas no período cresceram 10,4%, chegando a 105,7 mil toneladas. Desse volume, 55% foram de produto chinês.

    “A China, por força da perda de mercados como os Estados Unidos, está se voltando para países sem restrições tarifárias e o Brasil está entre esses países. Vários mercados estão se protegendo contra o produto chinês e por aqui não, por isso vemos esse crescimento do produto chinês no mercado brasileiro. A China está ganhando espaço de outros fornecedores nacionais.”

    Do consumo no primeiro semestre, a indústria nacional foi responsável por 626,1 mil toneladas, alta de 7% no comparativo com o mesmo período do ano passado.

    “Mas, a indústria nacional ainda corre o risco com o produto importado. Proporcionalmente, o crescimento é maior e se o país não tomar medidas como outros mercados, como o americano e o
    europeu, veremos mais produto chinês por aqui. A China tem excesso de capacidade e tenta distribuir a sua produção nos países sem barreiras.”

    Pelos dados da Abal, no primeiro semestre o maior crescimento no consumo no país foi de chapas de alumínio. No período, o volume vendido no mercado nacional chegou a 349,6 mil toneladas, uma elevação de 16%. A importação desse produto chegou a 45,6 mil toneladas, um crescimento de 62,1%.

    A alta do consumo de chapas de alumínio reflete o comportamento justamente do principal segmento consumidor do metal, que é o de embalagens. No primeiro semestre, esse setor consumiu 287,9 mil toneladas, alta de 11,1%. Transportes foi o segundo maior consumidor de alumínio no período, chegando a 122,2 mil toneladas.

    “Já estimávamos que o setor de construção civil, um dos grandes consumidores de alumínio, não teria grandes saltos de crescimento neste ano, em função do desempenho econômico. Embalagens é o que está sustentando e irá sustentar o aumento no consumo nos próximos anos.”

    Fonte: ABAL

    São Paulo
    nublado
    18.1 ° C
    18.4 °
    17.9 °
    93%
    4m/s
    100%
    dom
    30 °
    seg
    26 °
    ter
    23 °
    qua
    25 °
    qui
    30 °

    Notícias recentes

    Pension funds use gold as bond hedge weakens

    Gold is finding a durable place in some pension-fund portfolios as investors look for...

    Why rare earth elements are hiding in plain sight

    Rare earth elements, also known as REEs, are the topic of the day. Almost...

    KGHM, South32 kick off $725M Sierra Gorda expansion

    KGHM and South32 (ASX, LSE, JSE: S32) have officially begun a $725 million expansion...

    leia mais

    Pension funds use gold as bond hedge weakens

    Gold is finding a durable place in some pension-fund portfolios as investors look for...

    Why rare earth elements are hiding in plain sight

    Rare earth elements, also known as REEs, are the topic of the day. Almost...

    KGHM, South32 kick off $725M Sierra Gorda expansion

    KGHM and South32 (ASX, LSE, JSE: S32) have officially begun a $725 million expansion...