A Alcoa encerrou o terceiro trimestre de 2026 (3T26) com lucro líquido atribuível à companhia de US$ 483 milhões, alta de 108% em relação aos US$ 232 milhões apurados no mesmo período de 2025. Na comparação com o trimestre anterior, o resultado foi 18,7% superior aos US$ 407 milhões registrados.
A receita da produtora global de alumínio somou US$ 3,704 bilhões no trimestre, crescimento de 23,7% em relação ao 3T25. Já em relação ao 2T26, houve queda de 6,6% frente aos US$ 3,966 bilhões registrados no período.
O lucro diluído por ação alcançou US$ 1,81, acima dos US$ 1,53 registrados no 2T. Já o lucro líquido ajustado recuou de US$ 562 milhões para US$ 485 milhões, enquanto o resultado ajustado por ação passou de US$ 2,12 para US$ 1,82.
Preços do alumínio afetam desempenho operacional
O Ebitda ajustado, indicador utilizado para avaliar o desempenho operacional antes de juros, impostos, depreciação e amortização, ficou em US$ 789 milhões no 3T, desconsiderados itens especiais. O valor representa uma queda de 12,4% em relação aos US$ 901 milhões do trimestre anterior, embora permaneça acima dos US$ 270 milhões registrados no mesmo período de 2025.
Um dos fatores que contribuíram para a pressão sobre os resultados foi a redução do preço realizado do alumínio, que passou de US$ 4.752 por tonelada no segundo trimestre para US$ 4.527 no terceiro. Em contrapartida, o preço realizado da alumina aumentou de US$ 334 para US$ 353 por tonelada.
O desempenho dos segmentos também refletiu esse cenário. O Ebitda ajustado da divisão de alumínio caiu de US$ 1,073 bilhão para US$ 862 milhões. Na área de alumina, o indicador apresentou melhora significativa, passando de um resultado negativo de US$ 96 milhões para uma perda de apenas US$ 1 milhão.
A companhia destacou a recuperação do desempenho operacional da refinaria de Pinjarra, na Austrália, além da conclusão da retomada das operações da fundição de Alumar, localizada no Maranhão.
Geração de caixa e expansão dos negócios
A geração de caixa operacional da Alcoa alcançou US$ 643 milhões no 3T, ante US$ 608 milhões no período anterior. O fluxo de caixa livre também avançou, passando de US$ 422 milhões para US$ 472 milhões.
Ao final de setembro, a empresa mantinha aproximadamente US$ 4,4 bilhões em caixa. O montante inclui recursos provenientes de uma operação de financiamento de US$ 2,6 bilhões destinada a apoiar a aquisição de ativos da South32.
Em 15 de outubro, os acionistas da South32 aprovaram a transação envolvendo o conjunto de ativos denominado AliGroup, que reúne participações em operações de bauxita, alumina e alumínio. A Alcoa informou que pretende concluir a aquisição no primeiro semestre de 2027.
Alcoa mantém projeções de produção para 2026
Para o fechamento de 2026, a empresa manteve suas estimativas de produção entre 9,5 milhões e 9,6 milhões de toneladas de alumina e entre 2,4 milhões e 2,6 milhões de toneladas de alumínio.
A previsão de embarques é de 11,5 milhões a 11,6 milhões de toneladas de alumina e de 2,6 milhões a 2,8 milhões de toneladas de alumínio.
A Alcoa também informou ter elevado a produção de alumínio pelo sexto trimestre consecutivo, além de estabelecer recordes de produção acumulada no ano em cinco fundições e uma refinaria. No Brasil, a conclusão da retomada da fundição de Alumar representa um avanço na recuperação da capacidade operacional da companhia.
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O post Alcoa lucra US$ 483 milhões no 3T26, crescimento de 108% apareceu primeiro em Revista Mineração.





