Um levantamento do jornal Folha de S. Paulo aponta que ao menos 18 empresas estrangeiras mantêm projetos de pesquisa ou exploração de terras raras no Brasil. Os investimentos em execução e previstos somados atingem R$ 17,5 bilhões.
O veículo relata ter feito o levantamento a partir de dados reunidos na Agência Nacional de Mineração (ANM) e documentos, estudos e comunicados do mercado em torno do tema. Do total de 18 companhias identificadas, 11 são australianas, três canadenses, três americanas e uma foi constituída nas Ilhas Marshall.
Boa parte da liberação dos recursos previstos para projetos de terras raras depende ainda de licenciamento, financiamento e estudos de viabilidade técnica e econômica.
De acordo com a reportagem, a compra recente do Projeto Caldeira, pertencente a Meteoric Resources, pela australiana Lynas é considerada pelo Ministério de Minas e Energia como estratégica. É que a nova empreendedora prevê planta industrial de separação e processamento de minerais de terras raras e não só a extração e beneficiamento.
O governo federal aposta na recém-sancionada Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos para o desenvolvimento do projeto.
Mas há empreendedores, como a canadense Aclara, que dispõem de unidades próprias lá fora de separação dos elementos de terrar raras, o que indicam ser provável que concentrem mais no Brasil a etapa de exploração e beneficiamento do minério.
De acordo ainda com o levantamento, há empresas em etapas de mapeamento, coleta de amostras, pesquisa e sondagens em Minas Gerais, Goiás, Bahia, Amazonas, Tocantins e Piauí.
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